Guaraná: inspiração para nossa estamparia


“As lendas amazônicas estão inseridas na cultura de um povo, na voz dos habitantes da região, vivas e presentes, porque se trata da voz de um povo” (Schaan)


O folclore brasileiro conta a narrativa sagrada de um pequeno índio chamado Aguiry. Seus pais, pertencentes a uma tribo chamada Sataré-Mawé, eram um casal muito estimado e amado por todos. Entretanto, eles se sentiam vazios e incompletos. Decidiram pedir a Tupã – o deus do trovão – um filho.

Quando Aguiry nasceu, ele era considerado o verdadeiro anjo tutelar da tribo. Ele trazia esperança, felicidade, era fruto do amor puro e verdadeiro. Sua influência trazia a riqueza entre os índios, curava os enfermos, apaziguava os conflitos, todos viviam felizes e em perfeita harmonia na tribo. Todos zelavam pela segurança dessa criança providencial.

Aguiry foi crescendo e desbravando a mata, seus arredores e mistérios. Com o tempo, Jurupari – o demônio das trevas – conheceu o menino. O demônio tinha corpo de morcego, bico de coruja e podia ficar invisível.

Um dia, enquanto o menino colhia frutos na floresta, Jurupari se transformou em uma serpente e o picou. Tupã mandou trovões para alertar os pais do garoto, mas quando chegaram já era tarde. O índio estava morto.

Desolados e consumidos pela tristeza, os pais do menino, instruídos por Tupã, plantaram os olhos do menino no chão. Com o tempo, sendo regada diariamente, a planta deu origem ao fruto do guaraná, símbolo de prosperidade e força. Era a vida brotando novamente e renovando as energias da tribo.

Nossa estamparia traz o fruto do guaraná, representando a energia concentrada na planta e um profundo respeito a história social e cultural dos habitantes da Amazônia.

Confira: